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Memória e fé: Os bastidores da reforma do altar da Concatedral de Nossa senhora da Penha de Serra Talhada.

Memória e Fé: Os bastidores da reforma do altar da Catedral de Nossa Senhora da Penha

A história de um templo religioso é construída não apenas por sua imponência arquitetônica, mas pelas mãos de cada trabalhador que dedicou seu suor à sua manutenção e renovação.

Uma fotografia histórica de uma reforma do altar — registrada a partir de relatos e memórias da época — eternizou os profissionais envolvidos nessa missão sagrada, revelando quem eram os artífices e ajudantes que deixaram sua marca no coração da igreja.

Abaixo, conhecemos os nomes e as posições de cada um dos personagens que compõem o registro fotográfico:

Quem é quem na fotografia do altar

À direita (na lateral, em frente ao altar): O mestre de obras Honorato de Lima (pai do narrador da memória), responsável por coordenar os trabalhos.

Na frente de Honorato de Lima: O ajudante João, morador da Serra do Cigano.

O ajudante mais jovem (miudinho): Bio, natural de São Paulo, que na época da foto trabalhava como auxiliar na obra.

No centro exato do altar: Honorato Filho (autor do relato), posicionado firmemente segurando a marreta e a talhadeira.

À esquerda (de lado): Natalício, um dos profissionais especializados vindos de Recife, atuando como auxiliar do assentador de mármore.

Em pé, de cabelo claro (galeguinho): Francisco, um dos operários que posteriormente seguiu viagem pelo mundo.

Vizinho a Francisco (com um bigodão marcante): Reginaldo, o mestre do granito e do mármore.

Hospedagem e parceria recifense

Os profissionais vindos de fora — especificamente Reginaldo e Natalício, vindos de Recife — ficaram hospedados durante semanas e meses na cidade para garantir a execução primorosa dos serviços de talha e pedraria.

Eles ficaram acomodados no tradicional Grande Hotel, estabelecimento que pertencia a D. Juvina.

Essa narrativa resgata o valor humano por trás da arquitetura sacra, mostrando que a imponência do altar é, acima de tudo, fruto do esforço coletivo de mestres de obras, pedreiros e auxiliares dedicados à prese:

rvação da fé.

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